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Os Macacos do Ártico ou de Los Angeles?

18 de Setembro de 2013
Foto: Tim Mosenfelder/Getty Images

Foto: Tim Mosenfelder/Getty Images

Alex Turner adora passar temporadas em Los Angeles. Foi assim durante a gravação do álbum anterior “Suck It and See”, e foi assim durante as gravações do novo álbum, chamado simplesmente de “AM”. Apesar de já ter dito em entrevistas anteriores que gosta de Hip Hop, gênero que ouvia em Sheffield antes de montar a banda, acredito que tais temporadas de Turner na cidade dos anjos foi que levaram a ter um maior contato com esse estilo de música, e por consequência, acabou por influenciar de forma mais direta a direção musical adotada nesse novo trabalho.

Vocais em falsetes, batidas próxima aos sons, R&B, Soul e Hip Hop, que dominam as paradas norte americanas são elementos presentes e de forma bem clara em “AM”, como é fácil notar na faixa “One for the road”. Em outras duas faixas temos baladas com típicos elementos do mundo pop americano, são elas: “N.1 Party Anthem”, que começa com um piano à la Elton John (um inglês que bebeu, e muito, na fonte americana) e “Mad Sounds” que tem a presença de um orgão, bem discreto, acompanhando a canção.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

O rock ainda está presente nesse álbum. Não de forma tão explicita e raivosa, como nos trabalhos anteriores da banda. Mas está lá, como vemos nas faixas “Arabella” e “R U Mine”. Na primeira, a parte que precede o refrão, e no refrão propriamente dito, é impossível não associa-la ao clássico “War Pigs” do Black Sabbath.  Já “R U Mine” é a faixa mais pesada e com pegada do álbum.

Outro aspecto diferente nesse disco: são poucas as faixas onde a bateria – do preciso Matt Helders – faz alguma virada. Coisa tão comum em antigas canções. As levadas, na maioria das vezes, são retas, sem quebras, com uma função mais de segurar e marcar do que dar ritmo. Aliás, na maioria das canções da nova gravação, o ritmo é função do baixo. É ele que dá vida e dinâmica, como por exemplo, em “Fireside” e “Why’d You Only Call Me When You’re High?”.

Sobre as letras desse álbum, percebo em algumas a presença e influência de LA.  Seja, através de citações que remetem ao universo de Hollywood de várias épocas, como jaquetas de couro, maiôs prateados e horizonte ensolarado, ou seja, por algumas situações retratadas, como as desilusões amorosas.

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“AM” é um disco diferente dos anteriores. Onde a banda ousa, ao inserir elementos novos tão diferentes e distante de suas referências roqueiras. E talvez, por isso, os macacos possam perder alguns antigos fãs que gostavam do som mais rock. Mas é um álbum interessante e que melhora a cada nova audição.

One Comment leave one →
  1. Alessandra Maiani permalink
    19 de Setembro de 2013 12:03 PM

    Madeixas à la Elvis de Alex Turner e estilo despojado que está levando as meninas ao delírio e matando os moleques de inveja com sua tremenda voz e guitarra precisa. Mais Sucesso a vista com o novo álbum desses meninos. Aprovado!

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