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Uma noite fria com The Breeders

26 de Julho de 2013

A banda The Breeders tocou ontem, dia 25 de julho, pela primeira vez no Rio. O show foi parte da turnê comemorativa de 20 anos do lançamento do álbum Last Splash. E como não poderia deixar de ser, esse escriba fez abaixo um relato de como foi a noite.

Fotos: Instagram

Foto: Instagram de Bárbara Borges

Cheguei na Lapa por volta das 21 horas e 30 minutos, e vi que estava rolando um show gospel nos arcos. Um frio intenso na cidade e os peregrinos ouvindo música gospel, pensei: “Que droga! Espero que não misture o som.”

Entro no Circo Voador faltando 10 minutos para a hora do show. Segundo o site da casa, o show começaria às 22 horas, e como os últimos shows que fui na casa começaram pontualmente na hora, entrei logo para não perder o início. Mas para minha surpresa, a casa estava muito vazia. Pensei mais uma vez: “Só me resta comprar uma cerveja e aguardar”.

22 horas e 23 minutos. A casa começa a encher, mas acredito que não irá lotar. Uma loira dança sozinha no meio da pista semi-vazia – como se não houvesse amanhã, e como se não tivesse ninguém assistindo – ao som das músicas do Dj escalado para aquecer o público enquanto a atração da noite não sobe ao palco.

Foto: Instagram

Foto: Instagram de natmarchewka

O show começou às 23 horas em ponto com a execução de “New Year” a primeira canção do “Last Splash”, álbum que veio a ser tocado faixa à faixa na ordem e na íntegra. Apesar do frio que fez no Rio, e ainda, apesar da minha previsão no segundo parágrafo deste relato, o público compareceu em bom número.

Logo na introdução da segunda música, o hit “Cannonball”, os gritos de saudação do público aos Breeders se fizeram presente. As irmãs Deal, Kim e Kelley, se mostram felizes, e brincam entre si. A sisuda baixista Josephine Wiggs sorri pela primeira e única vez na noite ao perguntar se alguém do público gostaria de tocar bateria na próxima canção. Como ninguém se prontifica, ela troca de instrumento com o baterista Jim Pacpherson em “Roi”.

A primeira parte do show terminou após a execução da última faixa de “Last Splash”, e após uma breve saída do palco, a banda voltou para os dois bis de praxe, tocando canções do álbum “Pod”, entre elas “Hellbound” e “Happiness is a Warm Gun”.

Foto: Instagram

Foto: Instagram de Daniel Coelho

Foi um show curto, devido a maior parte das canções serem de pouca duração. Além disso, é interessante notar que mesmo após 20 anos, as músicas ainda funcionam. Talvez, seja devido ao peso emocional que tais canções e disco tenham na vida de cada um dos presentes ao show. Mas analisando sem esse viés, foi um show bem executado.

O único senão, é que apesar do público ter gostado do show, o que percebi foi que algumas pessoas estavam ali não para ver e ouvir os Breeders, e sim para ver e ouvir a Kim Deal, ex-baixista do Pixies.

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