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Minha primeira vez com um Beatle

24 de Maio de 2011
foto: Tasso Marcelo/AE

Tentei segurar a emoção. Sabia que seria uma experiência intensa e maravilhosa. Afinal, era a minha primeira vez num show de um Beatle. A primeira vez que ouviria e assistiria de perto – quer dizer, não tão perto assim, já que não estava na pista vip – um cara que influenciou, e ainda continua a influenciar, muitos músicos e amantes da música.

Além disso, outro fator que pesou no meu emocional foi que eu iria ver Paul McCartney tocando ao vivo músicas que fizeram parte da minha infância. Infância de um garoto, que mesmo sem falar inglês fluente, se apaixonou pelas letras e melodias da dupla de compositores de Liverpool. E que ainda tem nelas, até hoje, o único ponto em comum no gosto musical dele e da mãe. Graças a um LP de capa prateado – uma coletânea que não lembro o nome, que cobria todas as fases da banda – que tocava sem parar no aparelho de som 3 em 1 que tinha na minha casa, os Beatles foram à porta de entrada para o universo do rock n’ roll.

Então, nesse último domingo, dia 22 de maio, por volta das 21h40min, quando o cavalheiro inglês entrou no palco montado no Engenhão, cantando “Hello, Goodbye”, meus olhos encheram de lágrimas e meu coração encheu de alegria.

foto: Marcelo Hermes

Como a maioria do público presente no estádio, estimado em mais de 40 mil pessoas, cantei e dancei por mais de 2 horas, num show que reuniu todas as fases da carreira de Macca, principalmente a fase dos Beatles.

Com uma banda afiadíssima, formada por Paul Wickens, teclados – o único músico que o acompanhava em sua última passagem pelo Rio -; Rusty Anderson, guitarra; Brian Ray, guitarra e baixo – que reveza com a lenda; e Abe Laboriel Jr., bateria; Paul logo conseguiu o domínio do público, já que se mostrou simpático e comunicativo com a platéia, chegando em alguns momentos a falar português.

A sequência inicial, com destaque para “Jet”, “Drive my Car” e “Let Me Roll It” – que contou com uma incursão eletrizante de “Foxy Lady” de Jimi Hendrix – foi de arrepiar.

Houve dois momentos especiais no show. Foram quando Paul prestou homenagens a George Harrison e John Lennon, respectivamente, ao cantar “Something” e “A Day in the Life/Give Peace A Chance”, músicas compostas e cantadas pelos seus companheiros da lendária banda de Liverpool. O clipe apresentando fotos e vídeos de George me levaram as lágrimas mais uma vez. Mais até nesse ponto McCartney foi um gentleman, já que depois das lágrimas, ele me devolveu alegria com a execução de “Band on the Run”, “Ob-La-Di, Ob-La-Da”, “Back in the U.S.S.R.”. Em “Paperback Writer”, Paul troca o baixo pela guitarra, a mesma utilizada na gravação original, para executar um dos melhores riffs criado pelos Beatles.

foto: Gustavo Miller/G1

A parte final do show ficou reservada para as canções mais conhecidas – se for possível haver essa classificação para as músicas dele – , entre elas “Live and Let Die”, que foi acompanhada de um grande show pirotécnico, “Hey Jude” – com o tradicional coro “na na na”, que o público presente na pista vip, cantou e levantou cartazes com tais dizeres – e “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band/The End”.

Há 21 anos, eu esperava por esse momento. E apesar de ter durado, aproximadamente, apenas duas horas e quarenta minutos, tenho certeza que irei guardá-lo na minha memória por mais 21 anos, no mínimo.

Set List:  Hello, Goodbye – Jet – Letting Go – Drive My Car – Sing the Changes – Let Me Roll It/Foxy Lady – The Long and Winding Road – Nineteen Hundred and Eighty-Five – Let ‘Em In – I’ve Just Seen a Face – And I Love Her – Blackbird – Here Today – Dance Tonight – Mrs Vandebilt – Eleanor Rigby – Something – Band on the Run – Ob-La-Di, Ob-La-Da – Back in the U.S.S.R. – I’ve Got a Feeling – Paperback Writer – A Day in the Life/Give Peace A Chance – Let It Be – Live and Let Die – Hey Jude

Bis 1:  Day Tripper – Lady Madonna – Get Back

Bis 2 :  Yesterday – Helter Skelter – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band/The End



2 comentários leave one →
  1. 25 de Maio de 2011 7:07 PM

    No segundo dia ele começou com Magical Mistery Tour, tocou Coming Up, Got to Get You Into My Life, no lugar de Letting Go e Drive My Car e I Saw Her Standing There em vez de de Get Back. O show foi foda, mas as críticas que li comparavam injustamente estes com os de 1990, pois são épocas diferentes. Naquela época ele estava voltando a privilegiar as músicas dos Beatles no repertório, depois de um tempo tocando mais as músicas da carreira solo. Além disso havia o impacto de termos pela primeira vez um Beatle no Brasil. Nos shows atuais, além dele já ser sexagenário, houve uma enxurrada de músicas da fase wings que muitos não conhecem nada além de Live and Let die e, talvez, a música Band on the run. Dessa fase acho Let Me Roll It e Jet duas músicaças.

    • 26 de Maio de 2011 10:19 AM

      Também acho injusto essa comparação com os shows de 1990. O impacto deve ter sido fantástico, enfim foi a primeira vez dele no Brasil. Mas o set list desse show do Engenhão foi foda! Eu acho Band on the Run um discaço!!! A inclusão de tais músicas q vc citou, mais Mrs Vanderbilt acho q acrescentou e mto ao show. É um hit atras do outro. Não tem hora de descanso.

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