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Strokes por um novo ângulo

28 de Março de 2011
foto: divulgação

Foi lançado, no último dia 22 de março, o novo álbum da banda americana Strokes, chamado “Angles”. O quarto trabalho começou a ser produzido no segundo semestre de 2009, mas foi interrompido, devido a problemas com drogas do guitarrista Albert Hammond Jr. A banda de Nova Iorque não lançava algo novo desde 2006.

Nesse novo álbum aparece, em algumas canções, influências de new wave e pós-punk, uma tentativa clara de reinventar e atualizar o som da banda. Isso torna tais canções, no mínimo interessante, mas faz destacar ainda mais as canções que remetem aos antigos trabalhos.

Abaixo segue comentário, faixa a faixa, de “Angles”.

• Faixa 1  – “Machu Picchu”

Logo no início da canção aparece um elemento que em nada lembra Strokes. Uma “levada” reggae. Onde uma guitarra marca o tempo e a outra faz uma espécie de dedilhado no primeiro compasso, e no segundo, acordes soltos. O baixo faz uma marcação forte nas primeiras notas. A bateria vem segurando e dando cadência a primeira parte. Esses elementos que aparecem são o que fazem a música valer à pena.

 

foto: Chona Kasinger

• Faixa 2  – “Under Cover of Darkness”

A música mais “strokiana” do álbum. Todos os elementos das velhas músicas da banda aparecem. Os riffs, a voz rasgada de Casablancas e a levada dançante. Boa canção.

• Faixa 3 – “Two kinds of Happiness”

Uma introdução bem new wave.  Bateria reta, com um som próximo de uma bateria eletrônica, acompanhada por uma linha simples e marcante de baixo, guitarras fazendo riffs de hard rock. Essa parte lembra muito músicas como “Rebel Yell”, “Mony Mony” do Billy Idol.

Na segunda parte a canção muda completamente. Deixa para trás a influência oitentista e cresce ganhando agilidade. Principalmente, devido às quebradas no ritmo da bateria de Fabrizio Moretti.

• Faixa 4 – “You’re só right”

Uma canção com climas. As guitarras fazem um riff, acompanhado pelo baixo, com clima de suspense. A bateria aparece mais uma vez reta, mas dessa vez é eletrônica, com uma identidade bem anos 80. Julian Casablancas na primeira parte faz duas vozes, em tons diferentes e com efeitos, que aparecem juntas a uma terceira voz que faz um coro que serve de background.

Na parte seguinte, a guitarra faz um dedilhado, com um efeito, que serve de “cama” para voz. A bateria continua na mesma batida da primeira parte, mas com o contratempo acentuando o ritmo. Nessa parte a música lembra Radiohead.

Há um jogo de vozes interessante na terceira parte. Cada palavra da letra é cantada com um efeito diferente na voz. Parecendo que cada palavra é digitada.

• Faixa 5 – “Taken for a Fool”

Podemos considerar que essa canção é aquele em que melhor representa a tentativa de direcionamento do álbum. É nela que é possível enxergar de forma mais clara a tentativa da banda em dar um passo à frente em seu som. Essa canção é onde ocorre a soma perfeita dos elementos da new wave e pós-punk junto com o som feito pela banda nos álbuns anteriores. Já que a base rock, a pegada da banda, é mantida e somada aos novos elementos.

foto: The exctinction blues’ Photostream

• Faixa 6 – “Games”

Ao ouvir essa canção pela primeira vez, duvido alguém dizer que é Strokes. Completamente diferente de tudo que a banda já fez. O som eletrônico é o mote da música. Várias partes com bateria eletrônica. Guitarras mais calmas, e usando efeitos que as deixam com um som eletrônico. O baixo é bem eletrônico – em algumas partes foi utilizado um teclado para fazer a linha.

Uma canção onde a banda arrisca bastante. Mas o resultado final não fica bom.

• Faixa 7 – “Call me Back”

Outra canção que dificilmente pensaríamos ser do Strokes, a não ser pela voz rasgada e rouca de Julian. A estrutura da música é apenas guitarra e voz.

• Faixa 8 – “Gratisfaction”

Rock bem simples e básico. Nenhum experimentalismo. Lembra Rolling Stones, inclusive até no nome da canção, um trocadilho com “Satisfaction”. Mas a música leva a assinatura da banda. Gostosa de ouvir.

• Faixa 9 – “Metabolism”

Nessa canção a banda utiliza teclado. Tal instrumento dá um toque diferente à música. Em alguns momentos, ele faz uma “cama” para guitarra, e no fim da canção ele vem aumentando o ritmo, levando ao clímax.

Apesar da levada um pouco mais calma das guitarras, existem elementos que remetem ao som da banda. Como a voz em desespero e a bateria simples fazendo a cozinha junto com o baixo sem excesso.

• Faixa 10 – “Life is Simple in the Moonlight”

Tentativa de fazer algo psicodélico. Uma canção com uma estrutura que não agrada. Começa pequena e vai crescendo gradualmente. Mas nunca explode. Na voz é usado um efeito que a deixa com um som nasalado. Pior canção do álbum.

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