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Pela primeira vez no Brasil: Stone Temple Pilots

7 de Dezembro de 2010
Foto: divulgação

Chega essa semana, pela primeira vez, ao Brasil para shows – dia 9 de dezembro no Via Funchal, São Paulo, e dia 11 de dezembro no Circo Voador, Rio de Janeiro – a banda americana Stone Temple Pilots. O grupo conta com a sua formação original: Scott Weiland, vocal; Dean DeLeo, guitarra; Roberto DeLeo, baixo; e Eric Kretz, bateria.

O STP foi criado em 1992, em San Diego, Califórnia, e lançou 6 álbuns que venderam, aproximadamente, 40 milhões de cópias ao redor do mundo até 2003, quando a banda anunciou o seu fim.

O motivo que levou o quarteto a se separar, – os vários problemas ocasionados pelo vício de Scott em heroína – foi superado, e em maio de 2008, os músicos voltaram a tocar juntos. O primeiro show desse retorno foi no festival Rock on the Range em Ohio, Estados Unidos.

foto: divulgação

Em maio último, a banda lançou o seu sétimo álbum, chamado de “Stone Temple Pilots”,que foi gravado no estúdio de Eric Kretz em Los Angeles. Além disso, anunciou uma turnê mundial, que chegou na América do Sul, em Buenos Aires, na semana passada.

O STP fez algum sucesso no Brasil durante a década de 90, quando seus clipes foram vinculados na MTV Brasil. Entre eles, o da música “Plush” – onde Scott  foi comparado ao vocalista da banda Pearl Jam, Eddie Vedder, por ter um registro de voz bem semelhante nessa canção – que fez o público prestar atenção na música e descobrir a banda.

Nenhum dos álbuns lançados pelo grupo é uma obra-prima. Mas a banda tem algumas músicas interessantes. É o que se pode verificar na coletânea “Thank You”, lançada em 2003. Em todas as 15 canções que formam o álbum, é fácil perceber a banda de hard rock setentista Led Zeppelin como a principal influência no som da banda – e talvez esteja aí o segredo do sucesso do grupo.  Seja nos riffs de músicas como “Vasoline” e “Trippin’ on a Hole in a Paper Heart”, seja na influência folk de “Interstate Love Song”.

No álbum homônimo, lançado esse ano, o hard rock ainda é o estilo de música do STP, e as influências “Zeppianas” ainda se fazem presente, mas a maioria das músicas tem uma levada mais pop, como “Hickory Dichotomy” e “First Kiss on Mars”, por exemplo. Onde a primeira canção tem um refrão repetitivo, bem fácil de grudar, e uma guitarra à la Joe Perry do Aerosmith; enquanto a segunda, tem uma levada de violão extremamente pop, e com um vocal que nos remete a David Bowie. No geral, o álbum é bem fraco.

Ainda sobre esse último lançamento, há nele uma faixa, no mínimo curiosa. É a música chamada “Samba Nova”, uma tentativa de experimentalismo, com ecos de Bossa Nova, que não obteve sucesso.

O set list apresentado pelo STP nessa turnê é na sua maior parte construído em cima das músicas de sua coletânea “Thank You”, e mais duas ou três músicas do novo álbum, o que pode ser a promessa de um bom show. Mas fazem falta algumas músicas que fizeram sucesso no Brasil, como “Big Bang Baby” e “Creep”.

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